Muitas vezes nossas mulheres caem em profunda depressão porque de fato, elas não têm amigas como nós . Isso mesmo, elas estão sempre de bem, educadas e nunca, mas nunca mesmo, tomam um porre sem compromisso com suas "amigas".
Elas estão competindo sempre, ora é o sapato, outrora o casamento, ou então a carreira, elas não aceitam a idéia das pessoas terem objetivos diferentes. Sempre o que a outra diz guarda uma segunda intenção cheia de rancor e mágoa por não ter tido ou sido alguma coisa.
Alguns homens, aqueles sobre os quais já falei que não jogaram bola na rua, estão se transformando em tão metrossexuais que estão tomando o mesmo rumo que as pequenas: "ele fala que não compra carro, mas é porque não tem grana", "ele fala que ama essa gordinha, porque nunca catou uma modelo", "blábláblá".
Não acredito,que homens, homo sapiens, destaque para sapiens , abram mão de uma das melhores coisas do nosso tão combalido universo masculino, para entrar em uma lógica mesquinha de solidão e isolamento. Logo de cara, gostaria de lembra-los: "via de regra são as mulheres que ficam com os filhos". E diga-se de passagem, esses filhos serão os eternos culpados delas não terem sido o que queriam.
A nós, meus caros, homens, restam apenas os amigos, casados, gays, enrolados, endividados, com mulheres mais novas, com mulheres mais velhas, bêbados, viciados, enfim amigos para no momento de necessidade nos perdermos em qualquer boteco, chorarmos escondidos em qualquer buraco e fazermos sexo pago sem nenhum remorso. Afinal, os amigos são para essas coisas, ou esses momentos, não é mesmo?
Por isso, vocês que usam brinquinhos, fazem mexa nos cabelos, passam base na unha e vez por outra preferem uma vernissage a uma boa pelada, meu conselho é esse: Acordem enquanto é tempo, pois amanhã poderá ser tarde!
Quero falar sobre a querida Fup, a gulosa pata inventada por Jim Dodge. E também aplaudir a espetacular atuação de Peter O’Toole em “Vênus”. Ou frisar minha alegria ao ler “Como a Picaretagem Conquistou o Mundo”. Também saudar os músicos da Orquestra Popular de Câmara.
Mas o leitor Gregor Samsa certo dia acordou de sonhos intranquilos e resolveu deixar por aqui um recado que me deu barato (leiam em http://machoperonomucho.uol.com.br/2007/02/15/cueca-tanajura-e-os-bundoes-de-ipanema/). E jogou o resto para uma interminável lista de espera. O tema proposto é urgente. Sério.
Ao comentar o artigo “Os bundões de Ipanema”, o Kafka do quarto do mundo se referiu a um perspicaz “teste da bundinha”. Segundo a nobre criatura, as pequenas de seu convívio estariam dando uma secada nas nádegas dos rapazes para descobrirem se o sujeito dá caldo - ou outra coisa.
Para essas meninas, quem tem o traseiro miúdo gosta mesmo de brincar com outros machos.
Assim, homem que é homem deve ostentar uma retaguarda fornida, carnuda, tanajura, digna de Juliana Paes. Algo como um Everest, impenetrável, com trechos intocados, imaculados por alpinistas sociais – e sexuais.
Sinceramente não tenho como refutar a teoria. Nem me interessa partir para análises mais profundas nesse reduto.
Mas o tal “teste da bundinha” me fez lembrar de outra assertiva, de uma lenda urbana difundida até hoje.
A saber: mulher realmente olha para a bunda dos homens que passam, cheinhos de graça, a caminho do mar?
Lembro da Thelma e da Louise, gatas das antigas, andando pelos EUA e apaixonadas pela bundinha do então imberbe Brad Pitt. E um certo escândalo da ala feminina quando o George Clooney apareceu pelado numa nave espacial em “Solaris”. E só. Acho que não prova que é do bumbum que elas gostam mais.
Fiquei aqui intrigado com esse negócio todo. Sem poder escrever, amamentar ou tomar a quinta dose do dia, resolvi caminhar para alguns testes empíricos.
Escolhi uma calça e parti para ser disputado pelos olhares femininos.
Primeiro desfilei pela avenida Paulista. Estava pronto para uma verdadeira batalha de olhares. Achava que seria agarrado, trucidado de amor e tesão.
Nada.
Três quarteirões depois e nenhum comentário, nenhuma graça, nenhum “fiu-fiu”, nenhuma passada de mão, nenhum “gostoso”, nenhum nada.
Todos seguiram rumo a seus destinos, olhares em direção ao infinito. E minha bunda ficou ali, órfã de cantadas femininas. Nem aquele olhar 43, meio de lado, já saindo? Nadica de nada.
As mulheres olham ou não as bundas dos homens?
Depois desse fiasco, desci a rua Frei Caneca, reduto da classe dos bundões – segundo classificação dos lojistas de Ipanema - de São Paulo.
Ali obtive algum sucesso. Pelo menos três garotos salpicaram olhares quando passei. Um até fez biquinho e mandou beijo.
Então somente os gays olham para as bundas dos homens? Quem inventou essa história em relação às meninas?
O que me faz lembrar a pergunta do Armandinho – heterossexual convicto -, outro leitor desse sítio. Disse ele: “Careca, devo me sentir lisonjeado se sou cantado por um homem?”.
Mas essa é outra discussão, para outro artigo e outro público.
Agora estou aqui. Descobri que meu traseiro simplesmente não é um Casanova. Prefiro acreditar que a mulherada realmente não liga para isso. Ou liga?
Neste instante sou eu que mergulho em pesadelos intranqüilos e insegurança. Sem conseguir terminar essas linhas – e sem concluir muita coisa com minha pesquisa - preciso de ajuda: então, mulher olha ou não bumbum de macho?
Apesar do viés sociológico do seu texto, digno do núcleo Vila Madalena carioca, da novela “Páginas da Vida”, acredite se quiser, o “Dotô Diogo” e sua turma ficaram vendo fotos da África e bebendo vinho durante os festejos bacantes de Carnaval, e como se isso só já não fosse afronta suficiente ainda teve uma pérola, ” e com tanto sofrimento ainda há gente que festeja”, bom, voltemos “A mulher é sem graça?”, muito bom por sinal, mas cujo título a exemplo dos folhetins sensacionalistas que temos hoje em dia, pretende criar polêmica, e portanto não me farei de rogado, eis a polêmica:
Não, Careca, “macacos me mordam”, “mil vezes não”, mas a mulher é engraçada, e como!!! Obviamente, deu para sacar o trocadilho, mas deixemos para lá, o fato delas não ganharem dinheiro fazendo graça, escrevendo livros engraçados, não quer dizer que elas sejam sem graça.
Como desprezar a graça de uma mulher viciada em bolsas e pares de sapatos, sempre cabe mais um, lembram do Fusca e do coração de mãe, ou então da crise de choro dessa mesma mulher ao descobrir que tem uma festa e nada entre as centenas de bolsas e sapatos combina com seu último longo com cristais Svarovisky, porra, isso é muito engraçado!
Ou ainda quando você quer irritá-la e faz comparações com seu último namorado ou ex-marido, quanto mais picante a observação mais engraçada será a resposta, o pau do seu ex era maior do que o meu, né?
Ela responde: “Ai, cala a boca, como você fala merda!”, desprezando a informação que ela mesmo lhe deu um dia, verdade você arrancou, mas enfim como você saberia disso se não fosse ela?
Agora, vejamos como nós responderíamos a mesma pergunta se fôssemos elas: “É e não era só maior também era mais gostoso, sabe que falando nisso ontem tive uma recaída …”
Eu consideraria que mulher é engraçada a seu modo, e muitas vezes fica difícil traduzir este modo editorialmente, mas elas tem graça, só que sua graça é menos ácida do que a nossa, ao menos na aparência, é mais sutil, afinal, quem sabe o que passa na cabeça dela, quando ela lhe manda calar a boca, ela pode estar lembrando daquele “monstro”, que lá no nosso íntimo nos apavora.
Vejamos, se fosse uma brincadeira de complete a frase com balõezinhos de pensamento, seria algo, imagino eu, mais ou menos assim:
Ela responde: “Ai, cala a boca, como você fala merda!”
Balãozinho do pensamento: “Nem me lembra daquela delícia, nossa aquele dia no banheiro do Pão de Açúcar enquanto fazíamos compras, ele teve um ímpeto ….”
Careca, meu caro, devo falar do auge dos meus 32 anos, completamente vividos atrás e também na frente de mulheres dos mais diferentes gabaritos sociais, religiosos e raças, que o fato do humor estar nos “balõezinhos de pensamento”, não tira a graça das mulheres e ainda te digo mais, para o nosso bem, é melhor que humor feminino continue em sua grande maioria por lá, caso contrário, o cada vez menor universo masculino irá definhar até a morte, pois o que haverá de marmanjo se jogando do Viaduto do Chá e da Ponte Rio-Niterói.
Pergunte a mãe do Dr. Piracamjuba, e você verá que tenho razão!!!
Há algum tempo quero discutir isso. O mote surgiu num debate realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. O escritor Luís Fernando Verissimo e o cartunista Paulo Caruso debatiam “o humor nas crônicas” quando alguém perguntou: “Por que a imensa maioria dos humoristas é homem? Mulher não faz piada?”.
Caruso não se fez de rogado e nos ensinou uma lição. Sempre que alguém faz um questionamento desse tipo, ele responde: “Isso acontece porque as mulheres têm filhos”. E ponto.
“Caramba”, conforme diria Fábio Júnior. Estamos diante de uma daquelas frases que servem para nos relaxar. Pensando assim, obviamente que as garotas não precisam se preocupar em fazer chistes. Elas podem parir, pô!
Confesso que se eu pudesse gerar um torcedor do Corinthians aqui dentro do bucho, jamais me preocuparia em achar graça nas coisas. Já viveria em estado de graça, caramba - Fábio Júnior está me perseguindo hoje.
Vocês tinham que estar lá – voltei para a palestra. Primeiro: porque o local fica no centro velho (todo centro não é?) e vale a pena flanar por aquelas ruas apinhadas de vida – e de material pirata. Segundo: porque conversar com a tchurma que freqüenta esses lugares vale por três “Casa Grande e Senzala” e meia dúzia de “Raízes do Brasil”.
Mas a festa foi boa, pá. Gargalhadas com o falso tímido Verissimo e risadas soltas com o nada envergonhado Caruso.
Só que a saia-justa estava presente na tal questão sobre as meninas humoristas. Lembraram da Maitena e suas mulheres alteradas e... Bem, elas podem gerar crianças, cacete. Pra que alcançarem a fama também no humor?
A lista dos meninos gozados é infinita: Millôr, Angeli, Laerte, Chico Caruso, Jaguar, Seinfeld, Groucho, Chaplin, Buster Keaton, Henfil, Woody Allen, Sérgio Porto, David Sedaris, Tibor Fischer, PG Woodhouse e milhares de etcs.
Mulheres? Dorothy Parker, meia dúzia de estrelas de Hollywood, Whoopi Goldberg, Katherine Hepburn, Mae West (foto), Ellen DeGeneres e por aí vamos e... Convenhamos, mulher é ruim pra piada, hein?
Faço aqui uma provocação científica. Está na minha mão o livro “Os 100 Melhores Contos de Humor da Literatura Universal” (editora Ediouro), organizado por Flávio Moreira da Costa.
Quantas pequenas assinam os cômicos tratados? Nem quero contar. Mas garanto que são poucas. Quase nada. Poderiam nem constar.
Engraçado isso. Hoje, a mulherada está tomando a bastilha em vários lugares do mundo. Até mesmo a Hillary (hilária?) poderá tocar fogo no mundo em breve. Mas, e as sacanagens das piadas? Será que então elas realmente levam a vida tão a sério?
Ou elas têm filhos. E isso, realmente, já é toda a graça de uma fêmea?
O Gala Gay não é mais aquele, mas o que ainda é aquilo que foi?
Sim, meninos, eu vi! Acabaram com a eterna e divertida cobertura do Gala Gay na televisão. Muito obrigado, Rede TV!! O que era um escracho maravilhoso virou uma eterna caretice de bandeirolas politicamente corretas de parte da comunidade gay, enquanto a tia Monique Evans, mais louca do que nunca e no auge de seus 50 anos, tentava se jogar entre as top drags e as periféricas travestis egressas de todos os lugares do Brasil.
Durante o Carnaval, período que aproveitei para fazer minha mudança, afinal foram caixas e mais caixas de coisas inúteis para a casa nova, tentei ver pela TV, como fazia quando menino, a cobertura dos bailes de salão do Carnaval e qual não foi a minha surpresa a perceber que todo esse arcabouço de imagens onanistas está perdido para as novas gerações.
É preocupante para os adolescentes que eles não tenham mais de fazer nada, absolutamente nada, escondido ou que lembre vagamente uma sacanagem. Tudo bem, vocês vão me dizer que estou fora de moda ou “out fashion”, pois sim, mas convenhamos que os moleques ficarem de frente para o computador dentro do próprio quarto vendo pornografia explícita de todo jeito sem transgredir nenhuma regra da casa deve ser uma chatice. Não sei, será que só eu descia de sexta-feira escondido, pisando como um gato, para assistir as gloriosas películas de Sala Especial.
Antes que alguém me acuse de homofobia ou coisa parecida, afinal hoje qualquer crítica virou alvo de um totalitarismo burro, vou logo avisando, pelo menos os gays ainda têm o seu baile televisionado, o que dizer do “Baile do Vermelho e Preto”, do Monte Líbano e tantos outros. Que fim levou a velha e boa Amélia dos salões? E as Colombinas, odaliscas e cleópatras que enfeitaram minha puberdade, enchendo minha cara de espinhas, onde estão?
Carnaval é o período que o povo sobe ao trono, é subversão, é transgressão, como poderemos ter uma sociedade saudável, quando durante todo o período de Carnaval, você via a TV e só assistia vigílias dos mais diferentes matizes neopentecostais dizendo impropérios de toda ordem contra a cultura popular e sua manifestação mais grandiosa: o Carnaval.
Aqui temos liberdade de criticar e damos espaço para todos os internautas nos criticarem, mas o que está acontecendo?
Sendo claro, hipocresia não ajuda a construir um país melhor, chatice e babaquice não farão diminuir o preconceito contra a comunidade gay, bem como falar durante uma hora e meia palavras africanas durante o carnaval não irá ajudar a “elite branca”, valeu Professor Lembo, a se aproximar da grande maioria negra e parda abandonada durante séculos e séculos.
Antes que alguém me detone, vou eu mesmo me auto-detonar, e por isso logo avisando que passar um carnaval vendo televisão não me ajudou a deixar de ser o burguês nádegas que me transformei, principalmente depois de ter passado 7 carnavais em Olinda, 1 em Salvador e outro em Ouro Preto.
Hoje 10% da população do Brasil têm blogs, sites, programas de TV ou escrevem nos jornais. Os outros 90% são pessoas normais, ou seja, contempladas com o analfabetismo e um pouco de miséria econômica.
Para essa minoria talentosa e que domina o mundo, o carnaval deixou de ser uma festa prazerosa. Isso porque eles precisam narrar em seus artigos absolutamente tudo o que estão vendo na avenida ou nos trios de Salvador.
Para facilitar a folia, o sítio MPNM criou um sistema prático e infalível para aliviar o árduo trabalho dos internautas e articulistas.
Graças ao “Artigo Fast-Food de Carnaval” você pode publicar em seus textos impressões próprias e ainda optar por uma linguagem culta e dinâmica. E sem precisar se preocupar em perder muito tempo – basta preencher as lacunas.
Todo ano é a mesma coisa. Pra que ser criativo, esperto e inédito? Deixe sua página na Internet atualizada sem gastar mais do que dois neurônios.
Aproveite a promoção. Selecione o texto abaixo, aperte Control+C, vá até o local em que você deseja ver seu artigo publicado, tecle um Control+V, escreva as lacunas da maneira que achar mais adequada e publique.
O melhor: o artigo serve para qualquer um dos 32 sexos conhecidos.
“Carnaval é folia para espírito e corpo
Por ____________
Estou em _________ curtindo o principal e melhor carnaval do país. Só quem já enfrentou o _____________ sabe a loucura que são esses quatro dias. Aqui mesmo vi um famoso ator da Globo, o _____________, lambendo a calçada e chamando o asfalto de Alessandra Negrini. Esse é o espírito da folia. Todos nós podemos nos tornar outro, tudo é permitido, a vida parece ser feliz. Ontem, por exemplo, eu me fantasiei de ___________ e corri pelas ruas assobiando “Chiquita Bacana” enquanto chupava cana.
As meninas não param de cantar ___________, de Ivete Sangalo. Acho bonito. Apesar de preferir _____________, do Babado Novo.
Os garotos insistem em beber ____________ e vomitar nos decotes das pequenas que acabaram de agarrar. Beleza. Ninguém pode culpar um folião.
Os desfiles no Rio de Janeiro prometem ser os melhores em muitas décadas. Vou torcer pela ___________, apesar do samba-enredo da _____________ ser maravilhoso. Também estou esperando com muita curiosidade a apresentação da __________, que todo ano mostra algo novo e surpreendente.
Já fiquei com _______ pessoas. Sei lá. Esse é o espírito, não? Lembro apenas o nome do(a) ________. Um(a) fofo(a)!
Nem bem comecei a festa e já estou triste. Penso que logo mais será quarta-feira. E as cinzas tomarão conta de tudo. Outra vez. Será que tudo isso vale a pena?
Vi que o camarote daquela marca de cerveja vai bombar. O tema é ___________. Show de bola. Será que a __________ vai dar vexame outra vez?
Alguém aí sabe se o _________ se separou da _________?
Depois conto mais novidades. Acabo de lembrar que deixei as caipirinhas no congelador. Bom carnaval para todos.”