Poucos artistas encarnaram tanto suas personagens como nosso querido, amado e idolatrado Jece, o Valadão. Gosto de colocar essa vírgula e o artigo porque acredito que dê um ar cafajeste, que o nosso mestre da macheza e ícone da virilidade latina gostaria nos seus tempos áureos.
Tempos que não voltam mais, da boemia, da boca do lixo, da gonorréia e de um Perreio louco caminhando nu pela av. São João.
Muitas vezes, achamos que só o Rio tem malandragem, tem alegria na miséria e beleza na imundície, uma besteira, São Paulo é lírica ao seu modo, cinza e duro, seus loucos são mais loucos, seus pobres moram mais longe, ms quando tudo converge ao centro desta metrópole tudo fica caótico e abstrato, sem teto e sem chão, às vezes Ocas, quem sabe a toca onde cada um se esconde.
Valadão sabia disso, era um macho para Holywood, sem o final sombrio de um Marlon Brando, gordo e triste. Era um louco a se perguntar o que havia feito de sua minha vida e não o que a vida havia feito dele.
Tenho inveja deste cara, foi o mais louco num tempo louco, foi o mais macho num tempo macho e foi crente num tempo sem esperança, talvez esta sentença seja uma espécie de mini-biografia, de um cara, para dizer o mínimo, diferente.
Vá velho, descanse em paz, que a morte lhe traga o sossego que em vida você não teve. Descanse em paz e que anjinhas pin ups, com olhos cheios de desejo e sacanagem, mãos e coxas libidinosas lhe recebam no céu.
Isso, você mesmo meu velho, vestido de preto, com seus óculos escuros Rayban aviador, a camisa aberta até a metade do peito, exibindo a corrente de prata e um crucifixo enorme, ah, claro, e o palito no canto da boca se acabe entre elas, que foram seu porto inseguro numa vida tresloucada.
No seu caso, vida louca e não tão breve, cheia de altos e baixos, mambembe como tudo na vida errante de um Don Juan inveterado. Vá em paz e divirta-se sem moderação, o céu é para poucos, diferente do que pregam as religiões, só aqueles que entenderam Pelágio e o livre arbítrio radical são livres para gozar os benefícios do céu, não posso dizer que Deus o acompanhe, pois seu céu é só seu, e você é a estrela assim como "Garrincha, estrela solitária" (2003) .
"O cangaceiro" (1997) do amor foi "O torturador" (1981) de "A nudez de Alexandra" (1976). Deu "Águia na cabeça"(1984), qual será "A idade da Terra" (1980)?
Se "Tieta do agreste" (1996) era "Bonitinha mas ordinária" (1963), não quer dizer que tenha levado "A difícil vida fácil" (1972) de "Mulheres e milhões" (1961), que acabou em "O enterro da cafetina" (1970).
"Ninguém segura essas mulheres" (1976), nem "Nós, os canalhas" (1975), nem "O gigante da América" (1978). "Três vagabundos" (1952) e "O homem de papel" (1976) foram em "Um edifício chamado 200" (1973), onde era celebrada "A noite dos assassinos" (1976), alguns deles vinham da "Favela" (1960), outros do "Rio zona norte" (1957), alguns pareciam ter brotado do "Asfalto selvagem" (1964), outros saídos de uma "Boca de ouro" (1963). Todos ali, sabiam ser "Os cafajestes" (1962).
"A filha de madame Bettina" (1973) e "O mau caráter" (1974), "O matador profissional" (1969), tinham "Obsessão" (1973) pelo "Carnaval em Caxias" (1954), eram "Almas em conflito" (1955), que só respeitavam a "A lei do cão" (1967) naquele "Rio 40 graus" (1955).
A "Mulher de Fogo" (1959) gritou "Barnabé tu és meu" (1952), ele respondeu "Tudo legal" (1960), ela retrucou chega de "Garotas e samba" (1957), já "Amei um bicheiro" (1952), senti "A navalha na carne" (1969) e conheço "As sete faces de um cafajeste" (1968). Ele irritado, gritou não sou "Quelé do Pajeú" (1969) e nem guardo "Memórias de um gigolô" (1970), mas conheço a "História de um crápula" (1965), "Paraíba, vida e morte de um bandido" (1966), que fez e desfez no "Tercer mundo" (1973).
"Os raptores" (1969) de uma moça, "A espiã que entrou em fria" (1967), em plena "22-2000 Cidade Aberta" (1965), durante o "Carnaval no fogo" (1949), procuram"Mineirinho vivo ou morto" (1967).
Só posso terminar dizendo: "Também somos irmãos" (1949) .
Outro dia passou, desta vez encontrei com um amigo querido, que eu não via há algum tempo. O nome dele é Dunha, um cara maneiro cheio de suas idiossincrasias, não gostava de apertar as mãos, dizia que era coisa de americano, ele abraçava todo mundo.
Diga-se de passagem , que puta abraço, sincero, verdadeiro, ele gostava das pessoas que abraçava, espécie de lama bêbado detentor de uma sabedoria de boteco encantadora, sempre cheio de charme e peculiaridades, como ele curtia ser diferente.
Dizia que se não gostassem dele, não gostavam da vida, pois ele, herdeiro, era boa gente, não precisa matar, roubar, nem pisar em ninguém para levar sua vida. Seus vinténs estavam sempre lá, para serem gastos com os amigos, com as meninas, com a bebida e entre uma coisa e outra não necessariamente nesta ordem um cigarrinho irreverente.
Dunha era firmeza, não tinha uma só pessoa por onde andasse nesse mundão de Deus, que não se lembrasse daquele sujeito corpulento, grandalhão, 1m85, voz de barítono e um jeito atrapalhado de adolescente que cresceu rápido demais e não sabe onde o próprio corpo termina.
Uma vez, aliás milhares de vezes, fomos às praias do litoral paulista, ele era uma lenda em Itanhaém onde havia socado o local mais casca grossa da área, em Maresias era um dos poucos paulistas a cair no Canto do Moreira na moral, sem stress.
Dunha gostava de emoções fortes, mulheres casadas, ondas grandes e um monte de amigo junto, enchendo o caneco, sem se importar com o final, quase sempre lamentável de qualquer uma dessas versões de suas histórias.
Perguntei a ele como andava a vida, ao que ele me respondeu:
_É tudo bem, né? Casei, você sabe como é a mulher não gosta ver a gente parado, já fica pensando besteira, arrumei um emprego no banco e estou tocando a vida.
-Você casou? _É casei, ela está esperando um filho e minha cara de tristeza é por causa da piada que ela contou...
_ Qual piada?
_ Que já inventaram um remédio que aumenta a potência de homens casados?
_Ih, rapaz, mas você casou agora, já está assim?
_Pois é, sabe como ele chama?
_Não, não sei!
_Viasil, já ouviu falar?
_Não
_Pois é a mistura do Viagra comum com o Plasil para enjôo.
* Moral da história: Quem foi diferente nunca perde a majestade!
Outro dia, durante uma animada cervejinha com o seu Noronha, depois de umas e outras, e olha que já tínhamos acendido um baseado no carro, o cabra soltou a seguinte pérola: _E para que serve esta porra de site? Para que eu solto minhas frases lapidares para vocês? Esta merda dá dinheiro? Vocês comem mulheres com essas baboseiras?
Sorri, pensei comigo mesmo, hoje o velho ta atacado, acho que não encontrou Viagra, ou se encontrou nem ele mais resolve. Olhei para ele em silêncio, como quem pede desculpa por não saber a resposta na ponta da língua. Fui para casa, com uma puta dor de cabeça, obviamente por causa da quantidade de bebida que ingerimos, mas aquelas malditas perguntas a exemplo da esfinge não me abandonavam a cada rodada do mundo ao meu redor.
Eis aí algo que deveria entrar nas “Maravilhas do Mundo”, só os bêbados são capazes de sentir como a Terra roda em torno de seu próprio eixo e em torno do Sol e como faz diferença uma mísera “garrafinha” a mais.
Deixemos isso de lado, para responder ao seu Noronha: Macho pero no Mucho é um site que reza a oração daqueles que gozam a vida sem moderação.
Gostamos de excessos seja no sexo, no álcool, nas drogas ou no rock´n roll. E não me venham os puritanos, com pedras nas mãos, pois há de ter êxtase ao final sempre, foi assim com os padres do deserto famintos de Deus, será assim conosco filhos desprovidos de um tempo sem lascívia, o gozo.
Não há como não brindar a liberdade de nosso tempo, sem cair em excessos a todo instante e em todo lugar. É duro remar na contra-corrente, mas muito pior é remar com ela sabendo o que vai dar.
Gritamos contra mentiras que imbecilizam humanos seja na área do sexo, na área das drogas ou na área do rock, afinal eis aí uma santíssima trindade pela qual, muitos homens e mulheres valorosos tombaram sem disparar um só tiro, tão diferente do conflito palestino-israelense, ou das guerras mentirosas do senhor George W. Bush.
Aqui, buscamos fazer amor com palavras, buscamos sempre o que há de melhor a ser dito a uma donzela em perigo, a um homem em dúvida e a um gay enrustido. Somos todos feitos desse mesmo magma e por isso a mensagem é sempre a mesma: se joga!
Não há mais razão de não sermos completos, somos livres, somos jovens e por isso somos responsáveis pelas nossas próprias mazelas e alegrias em um tempo sem tempo, onde viver torna-se quando você menos espera uma foto sépia, bonita, com um douradinho superficial e um ar de “antigüidade kitsh”, que só bons burgueses, ou melhor burgueses nádegas, como disse Oswald, são capazes de apreciar.
Aqui consolamos os menos dotados com a sabedoria popular, “não importa o tamanho da varinha, mas sim o que o mágico sabe fazer com ela”.
Aqui também vamos amiúde com as gordinhas, chamando-as carinhosamente, como o menestrel Xico Sá já pregou um dia de boterinhas.
Aqui citamos Gaiola das Loucas e escrevemos de um jeito íntimo do “bas found”, que qualquer gay, seja ela ou seja ele, sabe do que estamos falando e interpreta a seu modo as nossas idéias.
Aqui, no nosso mundo virtual não parecemos, somos pessoas em conflito diligente com um mundo permeado de alternativas de ser e parecer ser, onde uma fugaz alegria é eternizada com a força do papel e uma tristeza é sorrateiramente apagada com um click. Somos o que queremos ser, com lenço e com documento e uma certeza estranha que se o sistema cair, caímos todos num abismo solitário onde crer já não será uma opção e viver seguramente será melhor que flutuar entre plumas, paetês, vaginas, bocas e pênis. Um mundo sem ordem, mas com progresso.
Não sei se o frio começa a apavorar o lado quente – de grana - do mundo. De qualquer maneira, por aqui, o clima já é de derreter Chicabon no freezer.
E a paisagem este ano sofrerá benéficas mudanças. Gringos fugidos da neve, alemães doidos por “caipirrrinhas”, norte-americanos em busca de paraísos esquerdistas, suecas querendo o amor incondicional de feras bestiais e brasileiros com ou sem Bolsa Família poderão assistir estarrecidos a um espasmo de bundinhas de fora e, surpresa!, bundões, cofrinhos berrantes, suculentas celulites e mamas do tamanho do mundo.
Isso porque está decretado o “Verão Sem Culpa MPNM”. Espiche o pescoço pra fora agora mesmo e poderá observar um novo Woodstock, um Hair pós-moderno. Finalmente entramos (e bem) na Era de Aquário (o que significa, literalmente, todo mundo pelado na água). Graças a uma infeliz coincidência, a magreza-esquálida-forçada ganha destaque negativo por aí. Seja em desfiles ou em consultórios, parece que forçar um acordo com o físico virou crime.
Nós jamais defendemos nenhum dos lados. Quer dizer, geralmente protejo o meu, mas também longe daqui qualquer apologia a esse ou aquele regiminho (de engorda ou não).
O que vale destacar é que as boterinhas (sempre lambidas com afeto único por Xico Sá) podem – pela primeira vez em anos – sair carregando uns quilinhos extras sem dar bola pra torcida.
Acho que a história começou lá com o comercial de um sabonete, quando minas do dia-a-dia desfilaram serelepes seus “defeitinhos” por outodoors, TVs e páginas de revista.
Agora, essa peleja em cima da anorexia, bulimia, modelos estragadas para entrar em roupas hor-ro-ro-sas rendeu os primeiros frutos. As meninas começam a se sentir bem sendo assim, saudáveis amantes do próprio jeito (com ou sem os ossos da bacia à mostra).
Aí, minha gente, é sair na rua soltando o assobio. A tchurma está de bem com a vida. As avenidas se transformaram em imensas churrascarias, uma “Fogo de Chão” universal, uma passarela recheada de gordurinhas suculentas – ou, pelo menos, com algum alimento enquadrando os ossos. Todo dia é São Paulo Fashion Week para quem se gosta.
Picanhas, sobrecoxas, maminhas, filés de primeira, um ou outro pedaço de segunda, tudo para ser olhado, decifrado, apreciado com olhos de glutão.
Que saudades desse imenso prazer. Onde vocês estavam?
Digo isso e penso nas mais afoitas que gritam: “espere lá, ele está nos comparando a carnes no espeto?”. Oh, minha doce Camille Paglia tropical, nada disso. O parágrafo de cima é só uma metáfora pobre, um elogio bobo. E quem não gosta de um bom churrasco, hein? Comer é o prazer. O resto é firula de sujeito complicado.
Vocês é que são felizes, aos poucos se libertando dessa babaquice de morrer de fome para agradar... Quem mesmo?
Enquanto a mulherada vai pra frente – leiam “Os Homens São Necessários”, por favor -, a machaiada corre pra trás.
Com o domínio do politicamente correto e dos metrossexuais, os meninos não querem ter barriga nem celulite nem estrias nem porra (com trocadilho) nenhuma. O jogo virou bonito. As pequenas estão soltas, nem tão leves assim, mas lindas, estampando o sorriso do Coringa, caçoando da gente.
Os homens seguem tristes, bebendo às escondidas, acordando às 5h30 para fazer academia (ninguém mais fala “fazer exercícios”) e esquecendo de cortejar as suas bonitas donzelas liberadas e fogosas.
Ah, uma mulher feliz com ela mesma é deliciosamente insaciável.
Lá vem a estação mais reveladora do ano. E, desta vez, sob nova direção.
Correspondente em Londres critica novo filme de James Bond
A partir de hoje começamos a publicar os artigos enviados (mas o cara é macho) pelo nosso correspondente em Londres, o jornalista e araponga Big Ben.
Por que torrar um bom dinheiro com mais um incompetente? E na terra da rainha? Ora, sabemos que Paris é para os sensíveis, o Oriente Médio para suicidas e, sinceramente, os EUA não estão com essa bola toda.
Assim, nosso articulista europeu passará a colaborar com este sítio enviando (de novo!) notícias, anedotas e algumas fotos de mulher pelada diretamente de algum subúrbio londrino.
Antes de virar trabalhador ilegal em terras estrangeiras, Big Ben fez a festa em todos os órgãos (prefere os mais duros e críticos) importantes da imprensa tupiniquim. Isolado na Inglaterra, é o segundo brasileiro mais britânico do planeta (só perde para o Ivan Lessa).
Como o famoso monumento inglês, Big Ben é alto, quadrado, pontual e não deixa de trabalhar nem durante guerras.
Abaixo, seu primeiro texto, em que critica (sem ter visto o filme) a atuação do novo James Bond.
REALISMO À LA JAMES BOND POR BIG BEN
Um ex-araponga russo é envenenado em Londres e subitamente a gente tem a impressão de que finalmente voltaram os bons tempos da espionagem internacional. Convenhamos: a redução da visibilidade desta apaixonante atividade após a Guerra Fria causou sérios problemas a quem sofre de paranóias um pouco mais ambiciosas.
Lembro de quando era garoto e um professor de História nos provou por A + B que, naquele mesmo momento, os soviéticos estavam nos espionando com satélites que filmavam o que ocorria no interior da sala de aula da Escola Básica Governador Lacerda, em Videira (SC). Impossível imaginar uma criança de hoje em dia usufruindo de ensinamentos tão capazes de formar o caráter de um cidadão.
Claro que para algumas pessoas os bons tempos jamais foram embora. Os caras que estão na Casa Branca, por exemplo. Ou os apreciadores deste equivalente britânico aos discos de Roberto Carlos: os filmes de James Bond, o agente 007. Explico a comparação. Os filmes de James Bond também são lançados com uma freqüência que tranqüiliza o fã e seguem uma fórmula batida, mas consagrada. Ao mesmo tempo, todo mundo sabe que os melhores momentos ficaram décadas para trás. O que não os impede, nem a discos nem a filmes, de fazer imenso sucesso comercial.
O recém-lançado "Cassino Royale" não é exceção e já aparece quebrando recordes de bilheteria na Grã-Bretanha. Desta vez, segundo os críticos, com uma novidade – um certo toque de realismo.
O que é um intrigante pitch publicitário. Filmes em que o governo britânico salva o mundo das mais perigosas enrascadas, garotas lindíssimas em trajes sumários na verdade são cientistas nucleares e capangas morrem com um soquinho no queixo parecem mais fantasiosos do que a trilogia dos anéis. Mas desta vez a idéia foi trazer Bond para o mundo real. O que, imagino, deveria levar o nosso 007 ao Iraque ou, com todos seus talentos e necessidades de financiamento para manter o elevado padrão de vida que lhe caracteriza, ao conselho administrativo de algum banco de investimentos da City.
Mas não. No James Bond realista, dizem que 007 salva o mundo de uma rede de terroristas ganhando uma partida de pôquer. E ainda escapa incólume dos eventos mais extraordinários – a capotagem de um carro que quebra o recorde mundial ao dar oito voltas completas sobre si mesmo. Ou seja, além de iludir a mesmíssima Morte, ainda entra no Guinness. Demais. De repente ele trocou o tradicional dry martini por um copo de suco de açaí. Isso seria bem realista: açaí anda em alta aqui em Londres.
Ah, mas parece que, em “Casino Royale”, James Bond – oh, não! - sangra, tanto literalmente quanto poeticamente. Algum líqüido vital corre após uma troca de sopapos mais entusiasmada, e seu coração é partido por uma das Bond girls da vez. O que nos traz à grande novidade de fato do filme: a estréia do novo integrante do cada vez menos seleto grupo de atores que interpretaram o agente da rainha.
Antigamente, as proezas de James Bond eram especialmente divertidas porque seus intérpretes pareciam sujeitos que mantinham a forma jogando bola com os amigos no fim de semana. E um deles, George Lazenby, certamente tinha que ficar no gol.
Já o novo Bond, Daniel Craig, aparece nas fotos divulgadas na mídia como um agente secreto que possui o queixo perigosamente perto do nariz e que em algum momento de sua vida foi bombardeado por raios gama. Ou seja, além de todas as vantagens de que sempre contou, incluindo a licença para matar, agora James Bond também é fortão? Aí é covardia. Daniel Craig não é totalmente desconhecido na Grã-Bretanha, não só por seus trabalhos na TV (lembro dele, por exemplo, alguns litros de anabolizante atrás, desempenhando com galhardia o papel principal em uma adaptação de “The Sword of Honour”, de Evelyn Waugh), mas também por ter pegado uma mulher ou ex-mulher de Jude Law, ou vice-versa.
Uma estratégia de marketing, de repente? O sábio Miguel Estevez Cardoso já advertiu que “os homens muito homenzarrões, daqueles mais demonstrativos e pavoneantes, são invariavelmente os mais bichonas”. Então ter formado um CV público, registrado oficialmente nos tablóides britânicos, pode muito bem ter sido uma estratégia de “preemptive action” do novo Bond.
As fotos de Daniel Craig (insisto nas fotos, pois não vou ver o filme) também revelam uma falta de expressão promissora, quem sabe indicando que o novo Bond pode seguir a escola “cara-de-tijolo” de Clint Eastwood, Charles Bronson e Beat Takeshi - todos gênios incontestáveis do gênero. O que sem dúvida seria um avanço em relação ao Bond almofadinha de Pierce Brosnan. Ou quem sabe uma anomalia completa – algo como, na direção contrária, ver David Niven fazendo o papel de Conan, o Bárbaro. Realmente não sei.
O fato é que a turma parece que aprovou. O presidente de um grupo de bondmaníacos até disse outro dia que Daniel Craig compôs o melhor de todos os Bonds. Outro sujeito da mesma escola de pensamento que andou no noticiário foi David Fearn, um jovem de 23 anos da cidade de Walsall.
Isso porque ele recentemente mudou seu nome para James Bond James Dr No From Russia with Love Goldfinger Thunderball You Only Live Twice On Her Majesty’s Secret Service Diamonds Are Forever Live and Let Die The Man with the Golden Gun The Spy Who Loved Me Moonraker For Your Eyes Only Octopussy A View to a Kill The Living Daylights Licence to Kill Golden Eye Tomorrow Never Dies The World Is Not Enough Die Another Day Casino Royale Bond. O que indica que pode ser uma boa idéia duvidar um pouco do discernimento deste pessoal.
Mas há de se lembrar também que Tom Cruise já estrelou três versões de “Missão Impossível” e até Leonardo DiCaprio já fez o papel de um “tough guy” em “Gangues de Nova York”. A coisa certamente poderia ser muito pior.
O ator Jece Valadão, 76 anos, nosso eterno e querido cafajeste, foi internado nesta segunda-feira com uma parada respiratória aguda.
Modelo de Machão inveterado, pode-se dizer que é uma ave rara hoje em dia, espécie em extinção e que diferentemente das tartarugas não tem quem o proteja.
Interpretou machos para todos os gostos, mas definitivamente nunca fez parte do seu menu de personagens metrosexual algum, afinal isso, galera, não é coisa de macho, viu!?
Participou
na televisão nas séries "Sob Nova Direção", "A Diarista" e na novela-fiasco "Bang-Bang". Recentemente trabalhou para a HBO, na série "Filhos do Carnaval", que está sendo exibida novamente, na qual interpretou um bicheiro que entre outras peripécias traçava uma prostituta dentro do carro na garagem do prédio onde morava em Copacabana.
Jece, vou chamá-lo assim, pois afinal assim que deve ser entre machos amigos, estreou no cinema em 1949, com os filmes "Carnaval no Fogo" e "Também Somos Irmãos".
Recentemente, o elemento entrou numas de se arrepender de tudo que fez na vida e
gravou um documentário sobre si mesmo chamado "O Evangelho Segundo Jece Valadão", onde conta como a religião, argh!, mudou sua vida.
Devo salientar, que como todo macho de seu tempo, ou quase todo, teve diversos filhos de diversos casamentos e n
ão cuidou de nenhum, mas nunca teve vergonha de ser o que era: um machão de causar frisson em quem curte.
Velho, resista, afinal nosso time está em risco. Força!
Homem sofre pra burro, viu. E não há idade capaz de cessar os infortúnios dos gorilassexuais.
Vejam a notícia que chega lá de Novo Santo Antônio, interior do Mato Grosso. A prefeitura do local suspendeu o programa “Pinto Alegre”, que distribuía a idosos medicamento para disfunção erétil.
O alcaide do vilarejo (distante 1.118 km de Cuiabá e com 1.168 habitantes) oferece duas explicações para cancelar temporariamente o ousado projeto: oficialmente, os 15 pacientes que usavam o sistema não tinham um adequado acompanhamento médico; mas, na miúda, a rede de fofocas comenta que o maior problema foi a vida conjugal dos beneficiários do “Pinto Alegre”. Parece que os animados cidadãos mandavam ver no Ciallis (similar ao Viagra) e partiam para a pastagem em rebanho alheio. Ou seja, o índice de infidelidade explodiu.
Os assanhados gorilassexuais do lugar se defendem, dizendo que são obrigados a procurar outros campos, pois suas mulheres não querem mais saber da brincadeira, enjoadas que estão com o casamento prolongado.
Nem vamos explorar aqui a genialidade do nome “Pinto Alegre” (originário de uma marchinha de Carnaval), mas apenas implorar para que o benefício volte em breve.
Já prometem o relançamento do projeto para 2007, só que desta vez, as esposas vão receber os remédios e controlar a dosagem. Mais uma vitória das mulheres, pois.
Enquanto isso, ofereço uma alternativa chinesa para todos aqueles amputados (fisicamente e politicamente) de suas plenas funções. Sem pinto alegre, apelem para o pinto assado (ou cozido com verduras; ou grelhado).
No mesmo “O Globo” que noticiou o caso de Mato Grosso, leio as peripécias culinárias do restaurante Guolizhuang, em Pequim, na China.
Por lá, o que pega mesmo é o pênis. A especialidade do matadouro peniano são pratos à base do piu-piu de nove animais: touro, jumento, cão, cobra, cervo, carneiro, búfalo, foca e cavalo. Segundo a reportagem, o templo gastronômico é ideal para quem deseja ereções duradouras sem o risco de complicações cardíacas.
O autor do texto, com o trocadilho na ponta da língua, ainda comenta que há um prato inspirador para quem pretende “reunir os amigos para uma festa com pênis a dar com pau”. Sim, há um combinado com os nove tipos de pintos e um licor de chifre de cervo que promete “uma ereção impressionante em 30 minutos”.
Não sei onde os habitantes de Novo Santo Antônio vão arranjar focas, mas jumentos e cachorros passeiam livres pela cidade.
Enquanto o “Pinto Alegre” não volta, nada como tentar um pintinho assado pra levantar o pau caído.
Queridos leitores, devo confessar que fui descoberta, ai meu Deus e agora o que eu vou fazer???!!! ! Um leitor deste sítio escreveu um comentário maravilhoso, e devo dizer muito bem escrito, que reproduzirei abaixo, pois tudo que é bem escrito, ainda que me sodomize, tem o sagrado direito de existir, ou será coexistir?
Aliás, diga-se de passagem, o tal texto tem um ar de ex-petista, ex-socialista, ex-comunista, afinal quem hoje em dia escreve "camarada", o tal sujeito tentou ficar anônimo, mas traiu a si mesmo não só nisso diga-se de passagem, mas quando deixou de ficar puto, afinal as coisas são assim mesmo, "né" não?
Só fico em dúvida se reproduzo agora o texto do leitor e deixo os meus argumentos por último, reforçando o meu papel e minhas prerrogativas de editor desta birosca ou escrevo o meu recado e depois reproduzo o comentário.
Bom, decidi! Segue o comentário em questão sobre o meu artigo "Salão do Automóvel é um porre!", postado em 23/10/2006 - 13h05:
Acalme-se, rapaz. Essa mania de sapatear nos tamancos e rasgar a calcinha de raiva não vai fazer bem ao coração. Olha a idade, vc não é mais uma criança….calma…tsc tsc tsc
É claro, não nego. Vc tem TODO O DIREITO de não gostar de belos carros e belas mulheres e de, até mesmo, sentir nô!-jô! (ui) de "…coxas roliças a deslizarem pelos bancos de couro" ou os "decotes generosos".
Mais do que isso, vc tem TODO O DIREITO de questionar a Justiça Divina, afinal, onde já se viu? Um salão de automóvel sem mecânicos sarados sujos de graxa? Proteste, amigo, proteste…. quem sou eu para julgar os seus desejos?
Todavia, velh
o camarada, descambar do salão do automóvel para essa conversa caetanesca-antiga-furada a respeito das mazelas da burguesia e da classe média paulistana, NÃO DÁ!
Tá certo, o bacana de carango legal que na adolescência comeu todas as suas amigas e te deixou
na punheta deve ter traumatizado. Procure ajuda profissional para superar isso.
Agora, por favor, aponte essa sua pistolinha murcha prá lá, ainda mais se pretende dar "tiros". (ps: ejaculação precoce tem solução, não se desespere). Afinal, se a mediocridade te irrita tanto, então está na hora de vc começar a dar "tiros" na mediocridade que assola os seus argumentos, afinal de contas, eles cada vez mais se assemelham a lamúrias de alguém que foi sodomizado pela vida.
Abçs
Caro Samsa,
Devo lhe contar uma coisa que talvez você ainda não tenha percebido, talvez inebriado pelas migalhas que o sistema oferece a você, mas a qualquer hora você poderá se dar conta e verá que no fundo ainda sou seu amigo: todos somos sodomizados pela vida, sem exceção.
A diferença, e viva toda a diferença e diversidade, é que alguns acham que estão sendo suficientemente bem pagos para tanto, outros não ligam se estão sendo enrabados ou não, alguns adoram e outros gritam e esperneiam, assim como eu, pois não são afeitos à sodomia da vida.
Infelizmente, meu amigo ex-stalinista, ou será ex-amigo?, porra camarada, não dá, só alguém com essa formação escreve tão bem e lembra que um dia alguém como o Caetano foi tão importante para a cultura brasileira, nossa Imelda Marcos da "inteligentsia", nós que ainda acreditamos na construção de um mundo melhor gritamos, e imagino como nossos brados, ainda que soem um tanto piegas aos seus ouvidos, o incomodem quando você tenta dormir o sono daqueles não mais tão justos assim, afinal é a vida, né?
Minha idade não arrefece minhas crenças, reforçam, fui punk e não acredito em nada nem em ninguém, só não preciso andar de coturno e calça jeans rasgada para seguir acreditando nisso, você ainda deve sonhar com o tempo que passeava com sua bandeira vermelha em punho, no Vale do Anahangabaú, pedindo o impeachement do presidente Collor!
Minha pistola está virada para você, murcha é verdade, pois não há tesão que resista quando Dorian Gray torna-se a imagem daquilo que realmente é, um monstro que até então estivera aprisionado no seu auto-retrato.
Com essa pistola mucha, mijo nos seus pés de palhaço, como Bob Cuspe, escarraria na sua cara, pois não há uma só verdade e não há uma única forma de ver a vida, ainda que acredite que a adotada por você pareça mais indolor do que a minha. Será?
Lamúrias, creio que nem só eu as tenho, mas não preciso ocupar o ouvido de quem subordina-se a mim para ouvi-las, no site e no blog entra quem quer, bem diferente de cordeiros obrigados a ouvir os seus lamentos de bar em bar, de esquina em esquina.
Agora, por último gostaria de agradece-lo pela oportunidade de dar tiros na mediocridade que por ventura tenha assolado meus argumentos, com a mesma ferocidade que o incomoda, mas com o gesto sincero de quem acredita naquilo que diz e via de regra só diz aquilo que acredita.
Companheirada, estou desapontado com as atitudes masculinas nas ruas deste meu Brasil varonil. Acabo de observar uma cena dantesca nas imediações da minha alcova. Uma fêmea desferiu um golpe de... Esperem. Um leitor ali na última fileira está querendo saber o que é “varonil” e “dantesco”.
Triste fim daqueles que não têm dicionários em casa.
Seguimos. Uma garota na rua se sentiu ofendida com os olhares lascivos e penetrantes de um meninão e não teve dúvidas: lascou um tabefe na face do sujeito.
Claro que eu não ajudei o garoto. Mas aplaudi a pequena e só não a convidei para uma cervejinha porque ela entrou rapidamente no “Penha-Lapa” que passava gritando na esquina.
A única ajuda que posso prestar para a classe masculina é abrir mais um tópico do consagrado “Manual do Gorilassexual” e explicar um pouco mais “A Arte de Olhar Mulheres nas Ruas”.
Prestem atenção porque vou escrever de uma vez só. E vocês, pequenas, mirem com cuidado essas palavras, pois assim aprendem uns truques sobre o universo masculino. OLHOS NOS OLHOS Ao andar por aí, fatalmente o homem encontrará uma incrível sucessão de donzelas interessantes. E outras tantas barangas, também. Mas, na dúvida, o macho olha para todas. Assim, a regra é clara: primeiramente sempre olhe nos olhos da adversária. Acompanhada, alta, modelo, resfriada, parceira do Demônio... Não importa. Olhe.
O TEMPO DO PRIMEIRO OLHAR Depois desse primeiro contato visual, continue observando (flertando) a face da pequena por três segundos. Escutou? TRÊS SEGUNDOS. Nem mais nem menos. A partir do momento em que os olhos se cruzarem, conte mentalmente “um Mississipi, dois Mississipi, três Mississipi” e então parta para descobrir outros mundos. Jamais fique mais de três segundos nesse primeiro contato. Jamais, entendeu?
A VARREDURA Insisti tanto nos três segundos, porque você ainda terá que enfrentar “A Varredura”. Não esqueça que ambos estão “em movimento”. E, pelas leis da física que caem na Fuvest, logo mais ela ficará de costas pra você. Portanto, faça uma varredura precisa, rápida e inteligente. O macho experiente começa a varredura pelos pés, pois isso surpreende o alvo. Claro que a menina pensa que você irá direto aos peitos, e isso faz com que ela proteja a área e realize algumas contrações desnecessárias. Ao começar pelos sapatos, ela acredita que houve um desinteresse de sua parte, então deixará o corpo totalmente relaxado. Faça, pela ordem: pés, canelas, joelhos, cintura, barriga e peitos. Atenção: não olhe novamente nos olhos. E distribua o tempo em partes iguais. Muitas vezes um belo joelho não deve passar despercebido.
O OLHAR TRAIÇOEIRO Pelos meus cálculos, todo flerte na rua leva em torno de seis segundos (ou seja, três para o “olho no olho” e três para a varredura). Após esse prazo, a sua futura esposa passou. E agora? Olhar ou não pra trás? Como virar o pescoço e observar as nádegas? É o momento mais perigoso dessa arte. Fascinados pelo perigo, imediatamente os garotos correm lambuzar os olhos na bunda da menina. ERRO. Ela sabe que isso pode acontecer e poderá se virar apenas para pegar o imbecil no flagra. Muitos homens afundam nossa classe, pois mesmo que tenham feito com competência a varredura, entregam o ouro nesta etapa. E a jovem sai por aí comentando: “outro animal me secando”.
COMO OBSERVAR A BUNDA COM ELEGÂNCIA Por muito tempo usei a tática do espelhinho. Sempre carreguei um espelho (desses de maquiagem) no bolso da calça. Depois que a menina passava, pumba. Espelho. Com o advento dos metrossexuais, não pega bem andar com objetos desse tipo por aí. Portanto, o negócio é usar a cabeça. Assim, depois que a sua futura ex-mulher passar, conte: “um Mississipi, dois Mississipi, três Mississipi, quatro Mississipi, cinco Mississipi” e pronto. Você já está a uma distância segura. E o melhor: ela ficará extremamente curiosa pra saber por que raios você não olhou assim que se cruzaram e permanecerá com o pescoço torto esperando sua retribuição. Dessa maneira, quando finalmente você se virar, ela ficará aliviada e feliz por perceber que seu quase-namorado não quer apenas uma bunda, mas o corpo todo.
Certo? Viram que tudo não passa de lógica matemática. Agora chega de dar vexame por aí.