Tempos incertos colocam o macho cada vez mais de quatro. Com trocadilho, pô! Estamos realmente levando uma bela piaba dos representantes da sociedade de consumo.
Atualmente, tudo para as meninas do “Sex and City” e para os metrossexuais. E nada para os MPNMs?
É, estou nervosinho, sim. Já diria o glorioso Didi: “calma, santa!”. Aliás, será que metade das piadas que Os Trapalhões soltaram nos anos 80 poderiam ser mencionadas hoje? Isto é, veja que época maçante vivemos.
Pois então. Um dileto amigo deste sítio nos envia uma notícia estarrecedora. Brutal mesmo. Dessas de recortar e guardar. A maior rede de comunicações do país publicou que empresas estão produzindo cervejas para os metrossexuais. Como seria tal aberração? Observem o parágrafo abaixo extraído da tal reportagem:
“Se a cerveja é comumente associada aos homens brutos, barrigudos, que falam palavrão e só querem saber de futebol e mulheres, os ingleses têm a chave para mudar este preconceito. Os pubs do país contam agora com o aumento de alternativas light, oferecidas como a cerveja para os metrossexuais.”
Ai, ai, meu cacete. O que esses ingleses estão pensando? Chamem a rainha!
Quer dizer que a cervejinha nossa de cada dia é ligada a pessoas brutas, barrigudas e cheias de palavrões na alma? Ora, então, bendita seja a breja. Viu, Juliana Paes?
Penso aqui na Imortal da Zona Norte e em outras 1237654376529 mulheres que conheço e gostam de uma loira gelada escorrendo macia pela goela. Vocês são brutas, pois.
Então os putos (hoje estou com a delicadeza de férias) querem colocar um pouco de maciez no álcool? Honestamente, se os metrossexuais existirem e caírem num engodo desses... Uau. Que mundo, minha gente.
Encontrei um amigo outro dia na fila de “Toda Nudez Será Castigada”, montagem empolgante (para dizer o mínimo) do Grupo Armazém, e ele me contou que tinha feito “voto de pobreza” (leia-se: estava vivendo apenas de sua labuta no ofício teatral).
Pois bem. Eu e o Gordo somos desse mesmo time. Só que nossa religião é oferecer conselhos gratuitos para que espertalhões ganhem muita grana com esse negócio do metrossexualismo. Sim, porque até agora nós não levamos nenhum. E, desta vez, sem duplo sentido. Assim, além da cerveja especial para os melindrosos, que tal criarem outros serviços e produtos para a tchurma? Exemplos:
- Campeonato de futebol para os metrossexuais: Cada time tem 24 jogadores (e o campo continua do mesmo tamanho). Assim, ninguém precisa correr muito, o suor é mínimo e na hora do gol, 48 homens podem se abraçar numa bonita união. Ah, claro, David Beckham está presente para dar (muito) o pontapé inicial.
- Feijoada para os metrossexuais: Não tem feijão nem pertences. Só rabo. Os metrossexuais poderiam comer rabo de porcos à vontade, sem medo de engordar ou ter que explicar suas predileções.
- Caipirinha para os metrossexuais: Sem pinga, sem vodca e, claro, sem fruta (eles detestam, né). Mas com muito açúcar, carinho e afeto.
- Boneca inflável para os metrossexuais: Funciona com apenas duas pilhas. Fala sobre moda, tatuagens na bunda, comportamento e tendências. Explica como decorar um loft, qual a roupa ideal para aquela festinha com os amigos e as vantagens do gel no cabelo. Vem sem pernas, seios ou órgãos sexuais. Pra quê?
Chega. O mercado é infinito enquanto dura.
Eu sei que muitos ingratos comentam por aí que este sítio é contra os coitados dos metrossexuais. Nada disso. Aí estão as provas. Estamos criando mais e mais benefícios para que a garotada desfrute este admirável mundo novo.
A amizade estraga o amor ou o casamento estraga o sexo?
Desculpem-me, mas devo confessar aqui que dei uma escorregada nesta semana, sim é verdade, "meninos eu vi", vi a novela Páginas da Vida e quando estava prestes a cerrar os meus olhinhos infantis diante da telinha, ouvi a frase de um dos filhos do tal Tide (Tarcísio Meira), casado com um pintora, que está prestes a ceder aos encantos de seu jovem pupilo, mulher também pode aqui no nosso sítio, quando ele lançou o petardo: "a amizade estraga o amor".
Pensei, piadista como sou, e fuzilei minha mulher: "e o casamento estraga o sexo". Ao que ela que já me conhece, afinal estamos juntos há 4 anos, respondeu com a indiferença que só as mulheres são capazes, deu de ombros, aliás "ombrinhos" lindos diga-se de passagem, e passou para qualquer tema que verdadeiramente deva ser levado a sério quando se fala comigo como por exemplo o teto do banheiro que precisa ser pintado ou os parafusos do varal que caiu na área de serviço.
Isto dito, debrucei-me sobre as duas insólitas frases e daí surgiram algumas reflexões, ou aforismos amorosos, que gostaria de dividir com leitores e leitoras, pois poderá subsidiar um novo livro sobre o qual estou trabalhando chamado "Diálogos Bizarros de um Casal à beira de um Ataque de Nervos". A seguir:
A amizade não só não estraga o amor como ela é o combustível dele a partir de um determinado tempo de relação.
O amor jamais deixa de existir ou fica estragado quando amamos verdadeiramente, pois quanto maior o convívio maior a chance de descobrir alguma novidade apaixonante sobre o outro, desde uma pintinha diligentemente colocada por Deus abaixo de um lado da "popa" do bumbum da companheira ou um dedinho que tem uma ponta mais arredonda que os demais e que obviamente só ficaria uma graça naquele pezinho. O céu está nos detalhes e não o inferno como diz o ditado.
O casamento não estraga o sexo, mas o sexo mal feito é que estraga o casamento, via de regra casais cansam de procurar novidades no imaginário e na infinidade de possibilidades que encontra-se no corpo do outro. Logo, como podemos concluir é o sexo que estraga o casamento e não o contrário.
O sexo é como o açúcar, uma delícia, mas tem que ser na medida certa, demais enjoa e deixa o cabra doente obsessivo quando se trata de sexo, diabético quando falamos de açúcar e de menos deixa o sujeito sem amor à vida.
Tenho que confessar uma coisinha logo de saída. O título deste artigo não é meu. Claro que se você não for gagá, já deve ter percebido isso. Ou porque sacou que na verdade “Macho Não Ganha Flor” é o nome do mais recente livro (e de um conto) do vampiro Dalton Trevisan; ou sempre desconfiou da minha ignorância e jamais pensou que eu seria capaz de lapidar uma frase tão inspirada.
Ah, a quantidade de poesia e vida-bruta que uma simples frase é capaz de esconder (ou revelar, depende de seu grau de instrução)... Às vezes, ter inventado a linguagem parece ter valido a pena. Ou as penas.
No livro, o tal macho que não ganha flores é uma espécie de estuprador. Espécie? É. Leia e você entenderá (espero). E estamos falando aqui sobre um senhor escritor de 81 anos. Com uma língua da rua, viva, tão jovial que é capaz de inventar um palavreado irônico, sempre em busca do prazer.
Que tal alguém que escreve: “o vento belisca de leve a cortina”. Um sacana, pois. Assim, assino embaixo as assertivas do homem mais procurado do Brasil. Macho não ganha flor mesmo, pô!
Quer saber? Somos um bando de desmamados querendo mais um peitinho, uma vulva, uma brincadeira qualquer. Pra que esconder?
Neste suicídio coletivo dos dias atuais... Pausa. O que significa: “dias atuais”? Vivemos num tempo suspenso, no tempo passado-imperfeito-do-presente-que-nunca-chega. Hoje, só amanhã, diz o macaco. E o macaco está certo. Parece que não há chão. Tudo é muito ligeiro, efêmero... Triste? Fim da pausa.
Neste suicídio coletivo dos dias atuais, quanto mais desejamos, mais somos castrados.
Nunca as crianças foram tão sexualizadas. Nunca foram tão vigiadas.
Nunca tivemos tantas coisas proibidas na palma do mouse. Nunca as coisas proibidas foram tão proibidas.
Que jogo é esse?
E agora vem esse negócio (que movimenta bilhões) de uma sociedade sem gêneros. Homens e mulheres são lindinhos, iguais, bonitinhos, perfeitinhos, simpáticos... Ah, qualé?
E (como diz o Gordo) “não me venham” com essa patacoada sobre preconceitos contra gays etc. Em nenhum momento (e agora preciso ser muito claro) estou falando sobre homossexuais, travestis etc. Aliás, o que mais temos são os etcs.
Comento aqui uma babaquice geral que transforma o mundo no paraíso do consumo, dos creminhos, da eterna infância. Logo, logo, seremos expulsos de novo. E desta vez, não vamos conseguir nem colocar a culpa na cobra.
Macho não ganha flor mesmo. E as pequenas gostam disso. Aquele instinto animal - escondido sob sete camadas patrocinadas pela Avon – sempre grita por desejo, por sexo com pêlos, com virilidade.
Ainda bem que os sábios não negam fogo e aparecem no final do filme. Dalton Trevisan surge para falar sobre o sexo, seja o belo, seja o violento, seja o incompreensível.
O sexo, combustível infinito do planeta.
Homem quer mulher. Mulher quer homem. E macho não ganha flor. Macho faz as mulheres rirem (e como elas gostam de sentir as cócegas do virulento humor masculino). Mulher faz os machos felizes.
Tudo tão natural. No estilo Caê, diria que tudo é tão simples dentro de uma complexidade absurda. Pra que estragar com depilação definitiva e tatuagens na bunda?
Já berraria o urso Pereio: “Macho não ganha flor, porra!”.
Em tempo: além do Dalton, recomendo aqui “A Possibilidade de Uma Ilha”, de Michel Houllebecq, e o filme “Pintar ou Fazer Amor”, de Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu.
Aproveitem. Continuamos a prestar serviço gratuitamente para todos os MPNMs e suas pequenas.
Desta vez, preparamos uma lista com dez palpitantes assuntos para rechear as mesas de botecos nesta semana.
Observamos que muita gente discute sempre as mesmas coisas, limitando a gama de assuntos aos quesitos futebol, mulher e sacanagens políticas.
Aqui vão temas capazes de incendiar por dias uma conversa entre amigos, familiares, companheiros, agregados, casais, adversários, animais e vegetais.
Escolha um assunto e se jogue. 10.Devemos criticar a ingenuidade de quem acreditou que a Karina Bacchi estava enamorada do Baixinho da Kaiser? E será que realmente o sujeito de boina não se aproveitou e conseguiu umas lascas da loira?
9.Homem que se diz machão pode ter um gato? É pior ter um gato ou morrer de medo deles?
8.Quando o Brasil terá uma primeira-dama realmente sexy e que apareça nua na “Playboy”?
7.Qual o pior porre: de uísque, vodca ou vinho metido à besta?
6.Se temos algumas camisas com manchas debaixo do braço devido ao suor, devemos parar de usá-las? Ou a mancha apenas reforça nossa masculinidade?
5.Quantos minutos deve durar uma relação sexual para que seja considerada “uma rapidinha”?
4.Devemos contar para nossas pequenas quantas vezes nos masturbamos por semana?
3.É aceitável um homem assistir a “Páginas da Vida”?
2.Se você fosse o Rodrigo Santoro e pudesse pegar qualquer uma... Quem escolheria?
1.Qual a mulher que é a “Chico Buarque” dos homens... Ou seja, com qual pequena nossas namoradas perdoariam se acontecesse uma traição?
Tenho um amigo, amigão mesmo, chama Genésio, quando a turma toda fica de porre chama ele de Jesus, um desses paradoxos interessantes que só o álcool é capaz de proporcionar. Sabe vez e outra penso nisso, o que o álcool puro e simples, seja na sua forma de whisky ou quem sabe na sua forma dionisíaca, que também atende pelo nome de vinho, ou ainda a germânica cervejinha de final de expediente já proporcionou a você. Sabe, coisas do seguinte tipo:
1) Enchi a cara e catei a pior baranga do escritório 2) Enchi a cara e fui ao pior puteiro de São Paulo 3) Enchi a cara e me declarei à mulher da minha vida 4) Enchi a cara e confessei que sou gay 5) Enchi a cara e disse a pior baranga do escritório que ela era mesmo a pior baranga do escritório 6) Enchi a cara e descobri que em São Paulo há sempre um pior puteiro do que aquele pior para se ir 7) Enchi a cara e não contente em me declarar à mulher da minha vida aproveitei a oportunidade para publicamente pedi-la em casamento, detalhe sem ao menos consulta-la 8) Enchi a cara e não contente em confessar minha homossexualidade, chamei o Júnior de canto, na sala de fumantes do prédio, e dei um big dum malho no sujeito 9) Todas as anteriores 10) Nenhuma das anteriores
Genésio, aquele meu amigo que quando bebemos chamamos de Jesus, é um dos poucos seres humanos que já ousou tudo isso quando estava embriagado. Por que dizemos coisas estranhas como essas quando nos embriagamos?
Há quem acredite que seja porque o álcool libera a besta fera que existe dentro de nós, enquanto outros acreditam em uma série de explicações psicológicas sobre ego, etc....
Meu amigo Genésio descarta as duas e tantas outras versões de explicação sobre o mesmo fato. Genésio tem certeza do que diz, matreiro, sabe que o álcool libera uma única coisa, em desuso hoje em dia, que atende pela alcunha de verdade.
Isso mesmo, bebida verte verdade na boca dos homens de bem, vaticina o meu amigo com um ar messiânico, também pudera com esse nome. O mundo seria melhor se todos bebessem com vontade, pois verdade é algo nu e cru e não é todo mundo que fica bem pelado, assim como nem toda carne serve para fazer quibe árabe.
Genésio nunca mais parou de beber, também como vocês puderam perceber pela lista nunca mais parou de passar vergonha, logo nunca mais parou de falar a verdade.
Assim como há gente que pensa e logo existe há gente que fala a verdade e deixa de existir, foi assim com Genésio, não pode falar suas verdades na internet, falou de bar em bar, até acreditar que a vida não valia a pena. Pobre Genésio, espero que um dia se recupere e seja capaz de mentir para voltar a viver nossa mentira de verdade.