E o dileto amigo Armandinho, aquele ser influenciável que depois de ontem já desistiu de torcer pelo Brasil, me manda mais uma lista de seus jogadores favoritos.
O Brasil "ganhou perdendo" da Croácia, mas nós do sítio MPNM defendemos Ronaldo até o fim (certo, Gordo?). Aguardem nosso manifesto.
Enquanto isso, vejam a nova seleção do Armandinho.
SELEÇÃO SOPA DE LETRINHAS
Diga o nome desses jogadores bem rápido e com farofa na boca...
B. Schweinsteiger (Alemanha) T. Hitzhsperger (Alemanha) Marcin Baszczynski (Polônia) M. Szymkowiak (Polônia) C. Wilhelmsson (Suécia) G. Van Bronckhorst (Holanda) S. Bakhtiarizadeh (Irã) Zdenck Grygera (República Tcheca) Dmytro Ghygrynskyi (Ucrânia) Chung Kyung-ho (Coréia) Vyacheslau Suiderskyi (Ucrânia)
Careca, finalmente, depois de meses que estamos tentando, acredito que você descobriu um tema que sem sombra de dúvida é uma unanimidade no universo da tão desgastada “Guerra dos Sexos”: a falta de culhões dos machos para terminar um relacionamento.
Devo confessar, que já padeci desse mal em outros momentos, não é fácil, você pensa, repensa e não age. Espera, briga, esperneia, agoniza em praça pública seu relacionamento, torna-se uma espécie de zumbi do amor, um morto-vivo que não ama e não deixa o outro amar.
Não há nada, falo por experiência própria, mais inglório do que esta situação. Eu, macho das antigas mesmo, “old school”, sei que errei. Mea culpa, mea culpa, mas fazer o que? Nós erramos para aprender e evoluir como homens, isso mesmo, portanto os babacas que pensam que aqui vou justificar esta imbecilidade, sinto muito, mas podem ir tirando o “cavalinho da chuva”.
Se você ainda age desta forma e tem 30 anos, meu caro, você é o pior tipo de escroque que as mulheres podem encontrar. Tenho um ex-amigo, espécie de inimigo cordial, que vira e mexe enrola sua namorada, um amor, uma graça, gentil e meiga, beirando seus 32 anos, mas toda vez ele diz que está “confuso”, que não sabe o que quer, que ela é muito boa para ele, blá, blá, blá .....
E depois disso, ele chafurda na lama, vai a todos os “rendez vous” de São Paulo, mas basta aquela menina meiga aparecer com algum cara bacana, que talvez até goste dela, que o canalha, é esse meu inimigo cordial, diz que a ama e blá,blá,blá.... E não é que a tonta cai, chifra o cara bacana da vez e prepara-se mais uma vez para o papo do “confuso”, “não sabe o que quer”, “é muito boa para ele”, “blá,blá, blá” ...
Círculo vicioso idiota, triste ver como as pessoas tornam prejudicial a si e aos outros uma das poucas coisas que Deus, se é que ele existe, criou para deixar-nos de fato a sua imagem e semelhança: o amor.
Não há nada mais gratificante do que amar e ser amado, afinal como já disse o poeta amar é verbo intransitivo, mas alguns de nós parecem insistir em desafiar esta regra, que tristes tempos vivemos, quando homens tornam-se máquinas, insensíveis ....
A lógica do mercado, oferta e procura, pasmem meninas, rege a vida deste tipo de canalha, o sujeito torna-se uma espécie de executivo do amor, economiza um sorriso aqui, sonega um chamego acolá e até faz um beicinho a mais acompanhando o sobe e desce do mercado.
Que graça há nisso? Eu vivi tudo que quis, todo mundo pode me criticar por algo que fiz ou deixei de fazer, mas há algo que qualquer pessoa que me conheça sabe que é verdade: sempre tive paixão, no trabalho, no amor e na amizade e espero que continue assim por muitos e muitos anos. Mulheres, por favor, chutem os “bundões”, pelo aprimoramento do homem contemporâneo.
Já que o assunto é Copa, contratamos o Armandinho (aquele nosso amigo super influenciável, Zelig tupiniquim, capaz de embarcar em qualquer onda) para escrever umas bobagens por aqui.
Ele adora a imprensa, acredita em tudo e comprou os produtos anunciados pelo Ronaldinho. O sujeito é tão Maria-vai-com-as-outras que abriu até conta no Santander.
Inauguramos aqui então um cantinho para prestigiar o torneio da Alemanha, com notícias diárias e bobagens constantes.
Pois bem, o Armandinho teve o supremo saco de analisar todas as escalações dos times que pisam solo germânico e fez uma seleção apenas de jogadores com nomes recheados de duplo sentido. É tudo verdade.
SELEÇÃO NACIONAL DO DUPLO SENTIDO
José PORRAS (Costa Rica) Carlos PAREDES (Paraguai) Arthur BOKA (Costa do Marfim) ROMARIC (Costa do Marfim) Dusan BASTA (Sérvia e Montenegro) Savo MILOSEVIC (Sérvia e Montenegro) Phillip COCU (Holanda) Gerardo TORRADO (México) Guillermo FRANCO (México) Luis BOA MORTE (Portugal) Fábio GROSSO (Itália) Carlos BOCANEGRA (EUA) Ricardo CABANAS (Suíça) TRANQUILLO Barnetta (Suíça) Michel SALGADO (Togo)
Certo, o Porras é hors-concours, mas Fábio Grosso também dá margem para especulações, certo?
Na hora de dizer adeus, as mulheres ficam com os culhões
Leiam o título de novo. Sacaram? Eis uma tradição milenar que deve ser destruída pelos ventos cáusticos e galhofeiros da nova sociedade MPNM. Há uma capa de revista que estampa o fatídico assunto destas linhas: por que os homens não conseguem terminar relacionamentos?
Sentem o cheiro da polêmica e da discussão calorosa? Pois é. Conversando com Ela, cheguei a algumas conclusões e venho para este púlpito cibernético proclamar meus sinceros elogios a todas vocês que conseguem roubar os culhões masculinos na hora de dizer adeus para um amor.
Ei, também já usei a terrível fraude do descaso, do far-play, do “deixe como está”, pra ver se a pequena chamaria o jogo pra si e colocaria as bolas entre as pernas para decretar o fim de caso.
Sinto calafrios ao escrever assim, mas a maioria dos machos tem uma dificuldade imensa de falar “bye, bye love”. Mesmo com tudo perdido, com a rotação invertida, com o Sol derretendo os pólos, com o mar virando sertão, eles jogam conversa fora até o outro lado tomar a decisão. Por quê?
Hoje percebo o tempo perdido nisso tudo, uma época que nem Proust conseguiria resgatar com suas Madeleines. Ai, ai, ai... Perdoai, senhor, eles não sabem o que fazem.
Maldito seja aquele emo-boy leitor de Kafka, fofo, parecido com o Thom Yorke, só que incapaz de olhar lá dentro, olhos nos olhos, e jogar tudo fora, pedir arrego, ir sofrer em paz nos botecos da esquina.
Maldito seja o cidadão que arrota valentia pelos becos, toma doses de orgulho com os amigos, adora proclamar seu esboço de inteligência, porém empurra as decisões com a barriga cheia de chope.
Maldito seja o homenzarrão astuto, hábil nos negócios, dono do mundo, mas sem um pingo de honestidade no momento de mandar sua Malu Mader passear.
Bendita seja aquela mocinha de olhos azuis, quase indefesos, chapinha decente, frágil mesmo nas emoções, mas forte o suficiente pra dizer “basta dessa triste ilusão”.
Bendita seja a menina que diz “eu te amo” como quem respira, que perdoa todas as fraquezas do macho, que chora em comercial de Omo, mas fala a verdade quando todos os sentimentos bonitos encontram a morte.
Benditas sejam as moças, diria Antônio Maria, capazes de raciocinar nos momentos de desespero e prometer o the end dos abraços e beijinhos.
Só elas sabem lidar com o fracasso. O sujeito cheio de pêlos fica ali, assistindo de camarote o fogo consumir a existência.
Ora, e por que os machos são assim? Humpf. Porque são covardes, queridas leitoras. Atrás desses culhões também bate uma fraqueza de espírito.
Por isso nós do sítio MPNM queremos resgatar um pouco da honestidade que sobrou aqui dentro. Reajam. Miremos no exemplo do Leão de “O Mágico de Oz”. Vamos seguir em busca de coragem.
Quanto a vocês meninas... Aproveitem. E chutem com gosto aquele traseiro quando perceberem que o sujeito não sabe direito o que quer. Divirtam-se com o triste espetáculo proporcionado por esses bundões que andam por aí.
Deus criou a mulher e o biquíni inventou Brigitte Bardot
Leio texto de Ivan Lessa na “Playboy” e descubro que o biquíni faz anos (com duplo sentido) agora em julho. Num tempo em que bolhas, nádegas de marmanjos e pernas peludas dominam o noticiário, nada como assoprar velinhas em homenagem a essas duas peças fundamentais para a evolução do olhar.
Uma camufla o alimento do homem. A outra cobre e protege a gênese de todos nós. Pois bem, há 60 anos essas doces figuras desfilam por aí, atormentam o desejo da rapaziada e deixam as mocinhas cada vez mais próximas de dominar o mundo.
Não à toa a vestimenta ganhou o apelido de um atol onde praticavam testes nucleares. Ora, bolas, e existe roupa mais atômica do que o biquíni? Algo pode causar tanto espanto e destruição quanto uma rapariga dançando nas nuvens a bordo dessas duas peças?
Pena que eles já se foram, mas Vinícius e Jobim (quanta pretensão) assinariam embaixo destas linhas. Pois a “Garota de Ipanema” seria uma das músicas mais requisitadas e sedutoras do planeta sem o biquíni? Pois é. E vou mais longe, se permitem as puristas. Se Deus criou a mulher, o biquíni inventou Brigitte Bardot. Também penso em deixar beijos aqui para as doces sacanas Marly e Arlette, que em 1948 se tornaram as duas primeiras moças a usarem as peças em território nacional (pelo menos é o que diz Ivan).
Duas Joanas D’Arcs do Posto 6 carioca, prontas para serem queimadas pelos olhares atônitos da tchurma da avenida Atlântica. O mundo é feito de pessoas assim, loucas para experimentar a vida e mostrar que o corpo é sagrado e a carne é fraca.
O biquíni nada mais é do que a volta a um passado natural, o retorno aos contornos de Pero Vaz de Caminha, que se aportasse agora no Leblon escreveria a mesma coisa sobre as índias e suas vergonhas.
Vamos comemorar esse aniversário das peças mais sem-vergonha de nosso cotidiano. Malandras, atrevidas, sublimes, as duas juntas fazem a diferença.
Eis uma grande notícia para toda a humanidade. Copa do Mundo que nada. Quero mesmo é estourar champanhe pelo biquíni das meninas.
Nada melhor do que um amor, e nada melhor ainda do que dormir de “conchinha” comela nestas noites frias de São Paulo. É fato, que nem toda mulher gosta de dormir de “conchinha”, aquele jeito gostoso que só “aquela mulher” sabe se aninhar no travesseiro pedindo um chamego, assim dobradinha, como se fosse um feto, a pedir um sussurro no ouvido e uma apertadinha na cintura de violão.
É demais, só um monstro de gente não se apega a outra depois de dormir “conchinha”, afinal é um convite as delícias do porvir, é subir um degrau no altar da cumplicidade, é tornar-se escravo de uma delícia pela qual será condenado para sempre. Agora, vocês já se perguntaram o por que disto?
É que desta forma retomamos o velho conceito bíblico, quando homem e mulher eram um só. Quando dormindo em “conchinha”, a mulher volta a ser nossa costela, ainda que seja durante um breve fechar de olhos depois de uma insana noite de amor ou a gozosa vida de namorados ou ainda a amorosa vida de casado, de alguns obviamente. Naquele momento, costela-a-costela, entendemos o que Deus quis dizer com fazer a mulher dessa nossa parte anatômica tão odiada pelas feministas:“a costelinha”.
“Conchinha way of sleep” é um slogan, que sem sombra de dúvida, ajudaria a tornar o mundo melhor. Mesmo você, dominadora, quase sádica, não escapa da ternura de ter algum prazer com essa transcendental experiência.
A vida muitas vezes é engraçada,avança, avança para chegar a conclusão que o melhor estava no ponto de partida e não no local da chegada. Homem e mulher há anos brigam para separarem-se, mas basta uma noite de frio para lembrarmos do Gênesis e saber que tudo começou da forma mais gostosa que poderia ser. Há algo mais prazeroso do que Hermenêutica Bíblica?